Conheça a Ilha Murano, localizada em Veneza na Itália. A Ilha Murano é uma ilha bem pequenininha em Veneza, mas que reserva uma autenticidade e charme totalmente único e especial. Por lá você tem a chance de fazer uma série de passeios turísticos, comprar algumas lembrancinhas e souvenirs de recordação e tirar muitas fotos em meio ao cenário colorido e deslumbrante que toda a sua localidade apresenta. Acompanhe a matéria, saiba mais sobre ela e veja porque esta atração não pode ficar de fora do seu roteiro por lá.

A Ilha Murano em Veneza, ou também denominada ilha da lagoa de Veneza, é composta, na verdade, por sete ilhas menores unidas por pontes entre si. Com aproximadamente 5.500 habitantes ela encontra-se a uma distância de 1 km de Veneza, portanto atrativo imperdível para qualquer visitante que estiver conhecendo a cidade. A Ilha de Murano é um local famoso pelas obras em vidros de murano e não há quem passe por lá e não se encante pelo local. Lembre-se de levar para casa uma lembrança em vidro da sua viagem e aproveite ao máximo cada detalhe e lugarzinho que esta preciosidade de Veneza tem a lhe oferecer.

Aproveite para visitar algumas atrações da Ilha Murano em Veneza, sendo que a Igreja de Santa Maria e de São Donato, conhecida pelos seus mosaicos bizantinos do século XII e porque dizem que lá estão os ossos de um dragão que matou São Donato, é uma das principais delas. Esta é uma incrível visita para conhecer um pouco mais sobre a história italiana e, para quem gosta de conhecer um pouco sobre as religiões. Comidas típicas italianas também são encontradas nesta localidade, já que o passeio é um pouco longo. Portanto, nada como uma parada para se deliciar com a mais autêntica e tradicional culinária italiana, né? Aproveite!

As atrações da Ilha Murano em Veneza relacionadas com o cristal incluem muitas obras neste material, algumas delas da época medieval em espaços abertos ao público. Há um Museu do Vidro (Museo Vetrario), que se encontra no Palácio Giustiniano. Nele, além de você conhecer e se maravilhar pelas obras feitas em vidros, poderá levar um pouco dessa cultura para a casa, comprando acessórios e itens personalizados em vidro. Não existe horário ou preço para visitar a Ilha Murano. Este arquipélago pode ser visitado por todos que passam pela Itália. Por lá você só terá gastado com as comidas e com as lembrancinhas. Além dos pertences de vidro, a ilha proporciona muitas atividades relacionadas com o vidro como pintura, retrato e uma variedade de coisas para se passar a tarde toda. Quem ficar um bom tempo na Itália é super recomendável passar uma tarde nesse agradável lugar.

E, se você estiver planejando viajar para lá, não deixe de conferir também as dicas imperdíveis de como curtir muito na Itália. São dicas muito boas, que valem a pena, e vão fazer você curtir muito todo o planejamento da viagem enquanto estiver lá. Sua estadia na Itália será maravilhosa e você poderá aproveitar ainda mais a sua viagem. Agora veja tudo sobre a Ilha Murano em Veneza.

Entre as principais atrações de Murano estão: 

História da ilha

A cidade foi fundada pelos romanos e serviu de refúgio para os habitantes de Altino (outra cidade da região de Veneza) no século V. O primeiro documento oficial da República de Veneza que menciona Murano é datado de 846 d.C..

Em 1291, o governo veneziano proibiu, por motivo de segurança (incêndio e poluição), o trabalho com vidro em Veneza, sendo Murano a única cidade onde era permitido esse tipo de trabalho. No século XIV, tornou-se, além de um importante centro de trabalho com vidro, destino de férias de muitos burgueses venezianos. Atingiu o esplendor nos séculos XV e XVI, contando com mais de 30.000 habitantes, 17 igrejas e dezenas de fornalhas.

Entrou em declínio no período da dominação francesa e austríaca nos séculos XVIII e XIX.

Hoje, é conhecida mundialmente pelas obras feitas em vidro. A indústria do vidro tem suas raízes na época romana (seu nome era Amurian), florescendo durante a Idade Média.  Hoje ainda existem alguns mestres artesãos, que perduram a tradição e as técnicas, em comparação com os souvenirs produzidos em série que encontramos por toda parte a preços baixos. No século V, Murano foi povoada por habitantes de Altino, uma população de origem romana que, antes do avanço de Átila e dos Hunos, fugiram para repovoar as ilhas da Laguna.

No final do século XIII, no ano de 1295, surgiu a instância pela qual as oficinas de artesãos de vidro tiveram que se mudar para Murano, por um lado para evitar os contínuos e perigosos incêndios que originaram seus fornos (nas cidades medievais onde a madeira era o apoio habitual nas casas);  e por outro lado, para melhor controlar a produção (e evitar vazamento de conhecimento), por sua vez criando uma guilda de especialistas altamente qualificados.  Desse modo, os artesãos, além de localizar sua oficina em Murano, eram obrigados a morar ali, e a serem submetidos a tal controle que, caso saíssem da ilha para ir a Veneza, teriam que solicitar uma licença.

Mas nem todas eram restrições, já que o status dos mestres vidreiros tornava-se tal que, uma vez inscritos no chamado Livro de Ouro, mesmo sendo de origem humilde, podiam casar-se com uma mulher de nobreza, e seu poder aquisitivo era ainda maior. do que muitas famílias ricas de Veneza.  A produção era controlada e as penalidades para quem não tinha a prerrogativa de fabricação eram significativas.  Murano se consolidou assim como o centro de produção mais importante do mundo.

No século XV, a competição de outro dos produtores deste virtuosismo, o vidro da Boémia, significou um período de crise na produção, em parte resolvido com a conversão da indústria para uma nova aplicação, a das imensas lâmpadas de cristais, nova moda resultou em uma demanda significativa.

Museu do vidro

Atravessando o grande canal da ilha e virando à direita, você encontrará o museu de Murano chamado Museo del Vetro, o qual possui várias peças locais e explicações sobre as técnicas utilizadas na ilha e em Veneza durante séculos. Já na entrada tem peças muito bonitas. Este museu é, como seu nome sugere, dedicado a preservar a tradição da arte vidreira do local, que tem sido o centro de fabricação e comercialização de vidro durante séculos.

Voltando pelo canal, logo você encontrará o Palácio Giustiniani, onde funciona o Museu do Vidro. O acervo ilustra a história da ilha e a evolução artística e estilística pela qual passou o vidro ao longo dos séculos. O percurso é cronológico, partindo da época romana até chegar à produção contemporânea do vidro. Um dos destaques é a famosa coppa nuziale Barovier, um cálice azul criado por Angelo Barovier provavelmente em 1460.  Se quiser ter uma prévia, o Museo del Vetro faz parte do Google Art Project.

O Museu de Vidro foi fundado em 1861 e tem uma das coleções sobre o tema mais completas do mundo. No local você poderá aprender um pouco sobre os diferentes tipos de vidro e as técnicas de fabricação utilizadas do século 15 ao século 20. Apesar de pequeno, este museu é muito interessante e merece sua visita. Durante seu passeio pelo Museu de Vidro em Veneza você poderá apreciar belíssimas peças de vidro, que são verdadeiras obras de arte, e compreender a evolução da produção em termos de design e técnica. Prepare-se para ver lustres extravagantes, taças criativas e vasos delicados produzidos por verdadeiros mestres vidreiros de Murano, que tem tanta tradição nesse mercado.

Visita para fabrica do vidro

O processamento do vidro em Murano é praticado há séculos, mesmo antes de 1291 por decreto do Doge em exercício foi decidido transferir todas as fábricas de vidro que operam em Veneza, a fim de evitar os frequentes incêndios que se desenvolveram dos fornos.  Entre outras coisas, a posição relativamente isolada de Murano possibilitou o controle do negócio, evitando que segredos de produção fossem roubados.

Uma das principais atrações dessa ilha é a visita para as várias fábricas de vidro.  Assim que os turistas desembarcam do vaporetto, já na estação vários “promotores” convidam para uma visita às fábricas de vidro. Basta seguir as placas de diferentes lojas para encontrar alguma fábrica. A grande maioria não marca hora para as apresentações. De olho no seu potencial turístico, algumas fábricas oferecem uma espécie de showroom, onde os visitantes são convidados a assistir como são feitos os cavalos, pratos, jarros e tantas coisas que são feitas em vidro.

Se você pensar bem, o vidro de Murano é um resultado mágico: ele vem da fusão a temperaturas muito altas (pelo menos 1200 °) da areia de sílica - para ser exato, dióxido de silício - junto com outros compostos químicos com fusão, refino e propriedades de coloração: obtém-se um magma incandescente e maleável (o bolo alimentar) que é recolhido com um longo tubo de sopro que, como o nome indica, é utilizado para soprar a massa vítrea e depois dar-lhe a forma desejada. Ao dizer isso, parece quase simples, na realidade você não se torna um mestre vidreiro da noite para o dia porque o processamento do vidro requer anos de experiência, habilidades manuais, um longo aprendizado e um excelente conhecimento de materiais, formas e estilos diferentes.

No forno de vidro trabalha uma verdadeira equipe, composta pelo mestre vidreiro, o auxiliar em primeiro (o servo) e o segundo (o servente) que têm a tarefa de colaborar no trabalho da massa vítrea até a obtenção do objeto desejado, para quando chegar aos aprendizes e o forcellante, a este último com a delicada tarefa de recolocar no forno todos os objetos produzidos para que endureçam e esfriem.  O processo de resfriamento é lento - começa a 500 ° e aos poucos vai baixando a temperatura até o forno desligar - mas é uma etapa fundamental se você não quiser que o vidro de sua casa se instale por causa das mudanças de temperatura.

Durante a manhã, a produção está a todo o vapor. Você pode chegar e assistir direto. Já à tarde, a maior parte dos lugares espera uma quantidade mínima de turistas para começar a apresentação. A vantagem nesse modelo é que todo o processo é bem devagar e didático, tudo é mostrado e explicado passo a passo. A produção de todas as fábricas é feita pela manhã; à tarde as peças já são colocadas à venda e muitas fábricas fecham as portas. Para não perder possíveis clientes, algumas fábricas mantêm pelo menos um artesão à tarde apenas para fazer demonstrações de como é o processo artesanal com o vidro aos turistas.

Catedral de Santa Maria e Donato

Uma das igrejas mais antigas da lagoa veneziana é a Catedral de Santa Maria e San Donato, em Murano.  Parece ter mudado pouco desde a última reconstrução, às vezes por volta de 1140, e serve como um excelente exemplo da arquitetura de estilo bizantino autêntico. Atrás do altar há uma relíquia única: quatro grandes ossos pendurados na parede.  Diz-se que esses ossos enormes pertencem a um dragão morto por São Donato.

Inicialmente, esta igreja era dedicada à Virgem Maria.  Foi construída no século VII, depois reconstruída no século IX e, mais recentemente, por volta de 1140. Alguns autores sugerem que a igreja sofreu mais reconstruções em tempos posteriores.

Embora o imperador Otto I tenha vivido mais tarde, no século X, a lenda atribui a ele a construção desta igreja: o navio de Otto foi pego por uma forte tempestade no Adriático e ele prometeu construir uma igreja e dedicá-la à Virgem em qualquer lugar que ela quisesse.  A tempestade parou e Otto viu uma aparição que o encaminhou para Murano.  Ele construiu uma igreja, que foi consagrada em 15 de agosto de 957.

As paróquias das diferentes igrejas de Murano brigavam constantemente durante esse tempo, mas a contenda entre as paróquias de Santa Maria e Santo Estêvão era especialmente dura.  Isso durou até 1125, quando o Doge Domenico Michele estabeleceu o domínio da igreja de Santa Maria, armazenando nela as relíquias de São Domingos.  Desde então, a igreja também se dedicou a São Donato.

No entanto, os padres em Santo Stefano contestaram essa afirmação ao encontrar os “corpos de duzentos mártires” em sua igreja.  Agora, isso era difícil de vencer! A reconstrução de cerca de 1140 parece ter sido a última e fala-nos dos estilos típicos da arte e da arquitetura da época.  Embora o campanário alto e esguio se situe separadamente, tanto a igreja quanto o campanário são construídos em tijolo marrom-escuro e não foram rebocados.

A entrada principal fica a oeste.  Em frente à igreja deste lado, há uma bela praça cercada por edifícios históricos menores.  Enquanto isso, a fachada oriental, que dá para um canal, foi decorada com colunas impressionantes para criar uma primeira impressão magnífica para os hóspedes.

O impressionante piso de mosaico de pedra colorida em estilo bizantino também foi feito algumas vezes por volta de 1140. Ao longo dos séculos, ele foi desgastado e parece ter seu efeito diminuído por reparos superficiais, mas foi mantido intacto para preservar as cicatrizes da história.  É a única parte da construção que pode ser datada com mais precisão. As relíquias de São Donato foram colocadas em um sarcófago de mármore.

Palácio da Mula

Uma das mais antigas e nobres construções ainda em pè  e uma das maiores "jóias" do passado de Murano é sem dúvidas o Palácio da Mula. Em estilo gotico mostra todos os adornos caracteriticos da arquitetura veneziana. Murano foi uma cidade de férias das famílias ricas de Veneza, por isso construíam casas tão bonita no Grande Canal. Monet em sua única viagem à Itália fez duas pinturas desse palácio. Ele é aberto apenas em ocasiões de exposições artísticas.

Também denominado Palazzo Aperto, é um museu com exposições de pintura, escultura, arte em vidro e onde se organizam diversos eventos culturais: desde a apresentação de livros a palestras sobre a história da ilha. Este palácio datado do século XII ou XIII, mas amplamente remodelado, mantém a sua esplêndida fachada quase inalterada, com vestígios de decoração veneziano-bizantina de considerável interesse artístico, onde permanecem ornamentos como pateras e azulejos. Foi construída para ser a casa de verão dos da Mula o vidro foi escolhido pelos nobres venezianos devido à crença geral de que os muitos fornos de vidro produziam o ar mais puro. 

Igreja de São Pedro

No final da Fondamenta dei Vetrai, encontra-se a Igreja de São Pedro Mártir, construída no século XIV dedicada a São João Batista. É a segunda igreja mais importante da Ilha. Muito visitada por suas pinturas de Tintoretto, Giovanni Bellini e Paolo Veronese. A estrutura foi destruída por um incêndio e depois refeita em 1510, em estilo gótico.  Atualmente é uma das duas freguesias da ilha de Murano; sempre muito movimentada, é visitada diariamente por turistas pelas preciosas obras de arte preservadas em seu interior.

O edifício, totalmente em tijolo "à vista", apresenta uma fachada dividida em três partes, onde um belo portal do século XVI (encimado por uma enorme rosácea) identifica os traços mais comuns da corrente renascentista.  Na fachada esquerda existe um pórtico decorado com arcos e colunas renascentistas; é provavelmente o que resta de um antigo claustro.  Também à esquerda está a imponente torre sineira que data de 1498-1502.

O interior é de planta basílica, com três naves, divididas por duas séries de grandes colunas e cobertura de vigas expostas.  O presbitério com abóbada de berço e duas pequenas capelas ladeando-o é muito amplo.  Além do altar-mor e dos altares das duas capelas, existem outros seis altares menores, três por navio.

Na ala direita pode-se admirar a esplêndida capela da família Ballarin, dedicada a São José e Maria, e mais conhecida com o nome de "capela do Ballarin de Murano", que Giorgio Ballarin construiu para si, para sua família e para os seus descendentes, onde em 1506 este famoso vidreiro encontrou o seu último descanso.  Há também o monumento funerário dedicado ao Grande Chanceler da República de Veneza, Giovanni Battista Ballarin, que morreu em 29 de setembro de 1666 em Isdin na Macedônia e o túmulo de seu filho, Domenico Ballarin, também o Grande Chanceler da República de Veneza, que morreu em 2 de novembro de 1698.

"O casamento de Canaã" e "A multiplicação dos pães e peixes" de Bartolomeo Letterini (1669-1748) e o "Depoimento da Cruz" de Giuseppe Porta conhecido como Salviati (1520-1575) são as pinturas mais significativas que encontram-se na capela-mor.  Na capela do Sacramento, assim como na capela da esquerda, existe um muito valioso altar em estilo lombardo com um relevo Ecce Homo de 1495, muito provavelmente, proveniente da destruída igreja de Santo Stefano.

Farol

Desde os tempos da República de Veneza o farol está presente na ilha, naquela época era uma simples torre de madeira em cima da qual se acendiam fogueiras que iluminavam a lagoa e davam apoio aos barcos na navegação lagunar, enquanto durante o dia a torre serviu de mirante.  Em 1912 foi construída na praia uma estrutura de habitação sobre estacas, onde uma treliça de ferro repousava sobre a qual foi colocada uma lamparina a óleo.  Mais tarde, eles mudaram para a iluminação a gás.  O atual farol em pedra da Ístria remonta aos anos trinta e foi construído em uma posição muito mais exposta em direção à lagoa, cercada por protetores pedregulhos de pedra.  É possível subir ao topo e ter vistas incríveis sobre Veneza e toda a paisagem circundante!

A construção muito simples consiste em uma torre cilíndrica "clássica" com três faixas pretas em direção ao topo para facilitar a visibilidade em caso de nevoeiro e embelezada apenas por dois baixos-relevos representando a Madona, um colocado acima da porta de entrada e outro colocado na base do farol do lado da lagoa.  Até a década de 1960 o farol funcionava a gás, hoje o farol tem funções ar-mar e por isso a cúpula superior é inteiramente de vidro.  A luz branca do farol de Murano está alinhada com uma série de outras luzes de forma a indicar o acesso do mar à enseada do Lido de Veneza, o outro terminal, com luz vermelha e branca, está localizado em mar aberto a cerca de 3 milhas de distância. 

Ainda que tenha sido reconstruído no século XX, fazendo uso da célebre pedra de Istria, e se encontre actualmente ao serviço da Marinha Militar, é já desde os tempos medievais que o farol de Murano se ergue como um ponto de referência na Lagoa de Veneza, sempre guarnecido de um complexo jogo de espelhos para potenciar a iluminação.

Como chegar em Murano

Para chegar em Murano, obrigatoriamente de Veneza, você tem basicamente três opções: aqua-taxi, com uma excursão ou vaporetto. O tempo médio de viagem entre Veneza e Murano é de 15 minutos.

O vaporetto é um transporte público, então muito mais barato, mas muitas vezes as barcas saem lotadas de turistas e formam filas enormes e não há garantias de que você conseguirá ir sentado. Deve ir até a estação São Zaccaria. É pertinho de São Marco. É só passar duas pontes. Lá você vai pegar a linha 4.1 em direção a Murano.

Se você optar pela excursão, pode comprar seu bilhete no entorno da praça São Marco ou antecipadamente pela internet. Há algumas placas na própria estação de vaporetto oferecendo o passeio. Na dúvida, pergunte.

Se você prefere um passeio mais cômodo e não quer ficar planejando horários e locais para visitar, existem diversos horários de barcos particulares que saem com excursão e custam o mesmo preço que o bilhete de 24h do transporte público.

O que visitar em Veneza

Se uma cidade que tem que ser desvelada em camadas, perscrutando os seus segredos, é Veneza, embora a overdose de locais nos desconcerte. Se há cidade em que temos de esquecer o mapa com seu emaranhado de ruas, pontes, vielas e becos sem saída, para nos deixarmos guiar, sem receio e ansiedade de nos perdermos, é esta veneziana urbanidade. Caso contrário, vai escapar-nos o melhor dela: a serendipidade, a espontaneidade labiríntica, a teia que nos abraça em exíguas paredes para nos deixarmos levar pelo instinto.

É Veneza quem manda. Até porque, às vezes, nem o Google Maps ou o GPS funcionam. Vai galgar lugares da moda e menos propalados, vai visitar atrações turísticas, bairros típicos residenciais, mas sobretudo outras camadas desta cidade que é, também, Património Mundial de Itália (UNESCO).

Eis o que pode fazer em Veneza? Da concorrida Praça São Marco e Punta della Dogana, às ilhas de Burano, Murano e Torcello, do Palácio Ducale aos becos mágicos com pátios belíssimos; da Ponte Rialto aos canais povoados de gôndolas, de água com cor de esmeralda-aguarela (quem terá entornado a tinta?) vai ser levados pelo instinto. Vai descobrir uma Veneza genuína que deixa que lhe vejamos a face, tirando a máscara mais conhecida. Ao mesmo tempo, não a deixa cair, por completo. Conservadora, familiar, artística, religiosa, fashion (com seus vidros de Murano, as peles, as lãs, as sedas, as máscaras), a cidade de Marco Polo, Vivaldi, Tintoretto, Goldoni, apenas para enumerar alguns, é geografia feita para os olhos. Os mármores, as cúpulas, as varandas, as cores.

O resto flutua, já que toda a ligação entre canais, que de um lado ao outro é feita de barco (vaporetto), gôndolas, barcos privados, ou por várias pontes, é por isso que irá se sentir um nível acima, a librar sobre o rendilhado de casas, lojas, mercados, e bancas de rua. Ainda assim, sai-se de lá com a imposição pessoal de que haverá de voltar para uma cidade com tantos encantos, como se os segredos se multiplicassem, desvelando as várias máscaras que Veneza tem.

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Esta seria apenas uma parada do cruzeiro que estamos te oferecendo. Se você está procurando férias inesquecíveis que combinem as visitações de cidades maravilhosas, cheias de culturas e histórias antiga, e com  relaxamento de ficar nas praias encantadas do mediterrâneo, e as diversões das noites e dias dentro de um navio romântico que nunca dorme, o cruzeiro Costa no Mediterrâneo foi feito para você. 

Agora só falta decidir “quando". Sim, porque esses lugares oferecem atrações em todas as estações do ano. No verão, se quer se sentir em férias, no inverno, se quer mergulhar em uma sensação incomum, na primavera e outono se você ama admirar as belezas da natureza.