Lisboa: basta uma visita a essa cidade para você se apaixonar pelos seus encantos culturais. Aliás, quem visita Lisboa tende a voltar. Vamos pensar na frase de Antonio Tabucchi, que assim descreveu esta curiosa cidade portuguesa:

 

Pequeninas ruas que sobem passando por modestas casas, tavernas, lojas, velhos relaxando em bancos, artesãos”, e amplificar estas palavras em uma autêntica experiência que o mergulhará em um estilo de vida muito diferente daquilo com o que você está acostumado.

Apesar de ser um dos destinos turísticos mais populares dos últimos anos, Lisboa ainda conserva parte do seu fascínio um tanto desconhecido e exótico, e continua sendo um destino que o fará se apaixonar à primeira vista pelo seu panorama.

 

Romântica e um pouco melancólica, caótica, e ao mesmo tempo de cabeça erguida, Lisboa é uma cidade onde você vai adorar as ruas, a atmosfera que se respira, os monumentos, a comida. Quem visita esta cidade deve entender que aqui o tempo passa de um jeito diferente e que tentar fazer coisas demais seria detrair da beleza sugestiva dos lugares visitados. Esqueça o relógio e desfrute da jornada sem pressa: é assim que se vive em Lisboa!

 

Escolhemos alguns dos locais mais atraentes para visitar a fim de entender melhor a vida e cultura de Lisboa:

  • A Baixa
  • O Bairro Alto
  • O bairro e a Torre de Belém
  • O Mosteiro dos Jerônimos
  • Elétricos, funiculares e elevadores
  • O bairro de Alfama
  • O Oceanário
  • O Parque das Nações
  • O Castelo de São Jorge
  • O Chiado
  • O Miradouro de Santa Luzia
  • Arredores de Lisboa: o Palácio Nacional de Sintra
  • Arredores de Lisboa: o Santuário de Fátima

A Baixa

A Baixa é o coração da Lisboa moderna. Também conhecida como “a cidade baixa”, é o distrito mais elegante de Lisboa e o símbolo da sua renascença como capital, após o terremoto de 1755. A reconstrução, planejada pelo Marquês de Pombal, foi tão radical e gloriosa que tornou da Baixa Pombalina um dos centros da vida de Lisboa.

 

Ao caminhar pelas ruas bem alinhadas deste bairro, as quais lembram um tabuleiro de xadrez, você perceberá que Lisboa não é só o labirinto incompreensível de ruas do Alfama, mas também ordem, rigor e precisão. A Baixa é espaçosa, com ruas para pedestres, saídas para o rio e edifícios elegantes de tirar o fôlego. Aqui é precisa passear a pé não só para admirar as atrações arquitetônicas, mas também para desfrutar dos clubes e lojas que povoam a região.

 

A ampla Praça do Comércio é o centro da renovação da cidade ordenada pelo Marquês de Pombal: um vasto espaço quadrado caracterizado por simetrias neoclássicas, cercado em três lados por arcadas e edifícios elegantes. No centro da praça ergue-se a estátua de D. José I, uma obra de Joaquim Machado de Castro erigida em 1755. No passado, Lisboa era acessada principalmente pelo mar, e a estátua era a primeira coisa que se via da distância, inspirando respeito e admiração.

 

Na Praça do Comércio, você precisa ver o Arco da Rua Augusta, no lado norte da praça. Este magnífico arco triunfal, cuja construção começou em 1755, sendo completado somente em 1873, é decorado de estátuas que representam figuras históricas de Lisboa, entre as quais o explorador Vasco da Gama e o Marquês de Pombal.

 

No lado oposto da Rua Augusta encontra-se a segunda praça mais importante da Baixa: a Praça D. Pedro IV, também conhecida como o Rossio. Ela é o centro do bairro e um lugar de passagem para todos os turistas que visitam a cidade. A praça é rodeada de lindos edifícios, mas você fica de boca aberta até se olhar para o chão, que é espetacular, pavimentado de pedras de calcário brancas e pretas que criam um desenho ondulado elegante, uma clara alusão ao mar. Além disso, é impossível não ser hipnotizado pela fachada da Estação do Rossio.

 

Entre outras obras-primas da baixa, lembramo-nos do Elevador de Santa Justa, um grande elevador que conecta o bairro à Rua do Carmo. Em funcionamento desde o século vinte, ele emite um fascínio clássico com suas cabines de madeira e latão, que à noite são iluminadas e criam uma atmosfera charmosa para quem passa por ali.

O Bairro Alto

Entre as áreas mais ativas de Lisboa, temos de mencionar o Bairro Alto, famoso por sua vida noturna e pela rude beleza histórica que ali se respira. Apesar de constituir o centro da vida noturna dos lisboetas, o Bairo Alto não deixa de ser um bairro repleto de história, tendo sido no passado o berço da aristocracia e somente mais tarde virando uma área popular. Assim como o Alfama, o Bairro Alto fica numa colina e é um reboliço de ideias e projetos.

 

É aqui que você vai para descobrir a efervescência artística de Lisboa, entre butiques, lojas de arte e arte urbana que domina as paredes dos edifícios. Após as 11 da noite, o bairro enche-se de jovens em busca de uma bebida e do entretenimento local. A variedade é de impressionar: em uma só noite, você pode desfrutar de uma cerveja e música roque, coquetéis da moda e vinho português de primeira.

 

Dentre as ruas apinhadas de bares, lembramo-nos bem da Rua do Diário de Notícias, bem como das ruas que descem na direção do Chiado, tais como a Rua da Rosa, Rua da Misericórdia, Rua D. Pedro V e a Praça dos Camões.

 

Quem chega no Bairro Alto precisa visitar a Igreja de São Roque, o edifício jesuíta mais antigo da cidade, dono de uma fachada austera que recompensa aos corajosos que decidem entrar, levando a uma arca secreta de mármore, talhas douradas, pinturas e, é claro, os azulejos coloridos tradicionais de Portugal.

 

A partir do Bairro, você também alcança São Pedro de Alcântara, um dos mirantes mais amados de Lisboa, de onde pode-se admirar a Baixa. Na balustrada, decorada com azulejos, há uma espécie de mapa que mostra alguns dos lugares mais importantes que se podem ver dali. A área foi criada no século dezenove, e apresenta encantadores jardins, bancos e fontes – o lugar perfeito para um descanso relaxante entre os bustos de heróis portugueses tais como Eduardo Coelho.

O Bairro e a Torre de Belém

Em Belém, você pode visitar o famoso Mosteiro dos Jerônimos, um dos exemplos mais significativos do estilo arquitetônico manuelino de Lisboa. Declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, este extraordinário local de oração é considerado um dos mais belos do mundo em seu gênero.

 

O mosteiro é um destino popular em Lisboa e foi construído por ordem do Rei D. Manuel I, próximo do local onde Henrique o Navegador, uma figura proeminente da expansão marítima portuguesa, construiu uma igreja dedicada a Maria de Belém.

 

A visita ao mosteiro é uma experiência emocionante graças às suntuosas decorações, o extraordinário contraste da pedra com o céu azul de Lisboa e os portais entalhados com esmero do monumental claustro. Daqui, você pode continuar até a famosa Torre de Belém, branca e encantadora, reluzindo de acordo com a inclinação do sol: o bastião ergue-se a 30 metros de altura, sobre a foz do Tejo.

Bondes, funiculares e elevadores

Uma cidade com colinas e elevações íngremes como Lisboa seria um pesadelo para residentes e turistas sem os elevadores e funiculares que permitem se locomover pela cidade sem demasiado esforço. São quatro os elevadores mais famosos de Lisboa: o Elevador de Santa Glória é na verdade um bonde que sai da Praça dos Restauradores, alcançando o coração do bairro em poucos minutos através de uma alameda.

 

Ele está em funcionamento desde 1885, e é movido por eletricidade desde 1915; embora cubra somente 200 metros, está sempre apinhado de turistas e de residentes que tentam evitar ter de subir colina acima. Depois, há o Elevador da Bica, que sai do Cais do Sodré e chega no Largo do Calhariz, passando pela Rua da Bica de Duarte Belo, uma das ruas mais fotografadas de Lisboa.

 

Os vagões de ambos os trilhos de bonde do Bairro Alto são os típicos trens branco e amarelos dos cartões postais de Lisboa. Quem visita a cidade decerto já ouviu do Elétrico 28, um clássico bondinho amarelo e branco, meio de transporte tanto para visitantes quanto para locais. A sua complicada rota envereda pelos bairros mais característicos da cidade, oferecendo tanto conforto quanto, devido a seus inúmeros caminhos íngremes, aventura.

 

Para algumas pessoas, o Elétrico 28 é uma experiência romântica, enquanto que, para outros, é uma aventura empolgante. A rota atravessa os distritos históricos e conecta a Baixa, o Alfama, o Bairro Alto e o Bairro da Graça. Quase todas as atrações mais importantes em Lisboa podem ser alcançadas graças a esse extraordinário meio de transporte que vai encantá-lo.

Alfama

O Alfama é o distrito histórico de Lisboa por excelência. Aqui você vivencia a mágica do Portugal dourado e se imerge em uma incrível atmosfera acompanhada pelas notas pungentes do fado. O distrito de Alfama fica entre o castelo de São Jorge e o rio Tejo, guardando a alma tradicional de Lisboa. É uma vizinhança pitoresca que se estende verticalmente e que melhor se descobre sem um itinerário planejado, mas simplesmente deixando-se transportar pelas ruazinhas, escadas, praças e terraços panorâmicos.

 

O Alfama preserva esse fascínio de outra época porque não foi tão afetado quanto outros distritos pelo terremoto de 1755. Aqui o tempo parou entre as casas populares e as roupas que secam nas ruas do centro e decidiu descansar pelo resto de sua estadia.

O bairro é o berço do fado, a pungente música tradicional de Lisboa. Aqui você pode jantar em uma das casas de fado do bairro e desfrutar da sua refeição ao som das notas melancólicas dessa música romântica. Daqui, você pode visitar o Castelo de São Jorge, no alto de uma colina, onde foram erigidos as primeiras povoações da cidade.

 

Depois vem a encantadora Catedral de Lisboa, um famoso local de culto católico, também conhecido como a Sé Patriarcal. Daqui, pule para uma excursão à Igreja de Santo António de Lisboa, menos famosa do que a Catedral, mas ainda muito bonita. Continue pelos terraços panorâmicos do Miradouro das Portas do Sol e do Miradouro de Santa Luzia e aqui aprecie a vista da cidade que se estende sob você, com as breves mas encantadoras visões do Tejo, rolando junto ao horizonte entre os confortos de jardins, bancos e pórticos coloridos com azulejos.

 

O Alfama também é onde se encontra o Museu de Artes Decorativas, localizado em um palácio do século 17. A área de exposição mostra ao turista uma coleção de mobílias, decorações e obras que o farão sentir-se em uma elegante casa portuguesa do século dezoito. 

O Oceanário

O Oceanário de Lisboa é um dos maiores aquários do mundo e apresenta, aos turistas em busca de descobertas aquáticas, um mundo de tirar o fôlego. Os reservatórios contêm tubarões, arraias, peixes-palhaço, lontras, pinguins e mais de 15 mil animais e plantas de 450 espécies diferentes.

 

Por exemplo, nos lembramos das donzelas azuis de cauda amarela, a uge-de-manchas-azuis, o dragão-marinho, o antennarius commerson e os ceratiidae. E não só isso: ali você também consegue ver pássaros, invertebrados, anfíbios e mamíferos, tudo em um ambiente saudável que procura montar um habitat natural. Junto com esta extraordinária jornada pela natureza, uma exposição permanente e espaços para exposições temporárias também são oferecidos. O Oceanário é o local perfeito para crianças: além de ter visitas planejadas especialmente para crianças, a estrutura oferece a experiência “Dormindo com tubarões”.

 

As crianças podem dormir em uma fila de camas em frente a um tanque de tubarões, sentindo a beleza do aquário logo antes de pegar no sono. Uma pequena curiosidade é que todos os corais visíveis no Oceanário de Lisboa são artificiais, porque remover uma quantidade significativa de seu habitat original teria consequências desastrosas para o ecossistema gobal.

Parque das Nações

Beleza e modernidade se mesclam no Parque das Nações, que se estende ao longo do lado noroeste da foz do Tejo. A região foi modernizada para a Expo 98, e desde então virou o centro do empreendedorismo português. O Parque das Nações tornou-se um distrito vital de estruturas que não só servem à área de Lisboa, mas também atraem turistas. Aqui encontram-se o Oceanário, o Casino Lisboa, e monumentos da arquitetura moderna, tudo em um centro animado e vibrante da vida diária.

Castelo de São Jorge

O Castelo de São Jorge fica no alto da colina onde foram construídas as fundações da cidade. O castelo é uma visão fascinante para qualquer um: imperioso, magnífico e ao mesmo tempo tranquilizador, erigido para dominar a fervilhante Lisboa. O Castelo de São Jorge é uma construção complexa e extensa, que inclui casas, ruínas e jardins. A parte mais complicada é o castelo, construída pelos mouros na primeira metade do século 11. Não era um lugar para soberanos, mas sim uma guarnição militar usada em casos de cerco e projetada para hospedar a nobreza durante períodos de guerra.

 

As ruínas do antigo palácio real também são de admirar: aqui, no século 13, as estruturas foram expandidas para hospedar também a corte, o bispo e os arquivos reais. Nestas áreas fica uma exposição permanente de relíquias arqueológicas, que cobrem cerca de dois mil anos de história, mas com um foco no período de ocupação pelos mouros, entre os séculos 11 e 12. Dentro da Torre de Ulisses encontra-se uma das principais atrações: a câmara escura. Trata-se de um periscópio que, localizado no topo da torre, captura imagens em 360 graus da cidade, tudo graças a um elaborado sistema de espelhos e lentes. 

O Chiado

O Chiado é um bairro histórico localizado na parte baixa de Lisboa, a qual foi seriamente danificada pelo terremoto de 1755 e a seguir reconstruída como um reduto de artistas. Ele fica situado entre o Bairro Alto e a Baixa pombalina, e tem em seu centro o Largo do Chiado. É um ponto essencial de visitar para quem explora Lisboa.

 

Conhecido como pitoresco bairro de artistas, era aqui que se encontravam os intelectuais. Fernando Pessoa nasceu aqui, em uma zona que atualmente é rica em estátuas e monumentos dedicados a grandes escritores como António Ribeiro e Luís de Camões. No Chiado, você também pode visitar uma série de teatros, como o de São Luiz, o Teatro da Trindade e o Teatro Nacional de São Carlos, que por muitos anos foi a única casa de ópera do país.

 

Ao visitar o Largo do Chiado, você também pode admirar a beleza da Igreja Nossa Senhora do Loreto, que, também conhecida como “Igreja dos italianos”, foi construída para o culto da Virgem de Loreto e ainda tem suas missas ditas em italiano.

 

No Chiado, você ainda precisa visitar o Largo de Carmo, uma belíssima praça onde os lilases exprimem a sua excepcional beleza, especialmente durante a primavera. Ali também vale a pena ver o Palácio Valadares e o Museu Arqueológico, cuja entrada é um belo portal gótico construído sobre as ruínas do Convento do Carmo.

Palácio Nacional de Sintra (a 15 km de Lisboa)

O Palácio Nacional de Sintra é um conjunto de edifícios em uma colina. Visto de fora, ele é notável por suas cores brilhantes e estranhas combinações estilísticas, de forma que você não se espanta ao descobrir que, mesmo do lado de dentro, o palácio contém inúmeras surpresas.

 

Dentre as áreas mais famosas, temos a Sala das Pegas, cujo nome deve-se aos 136 pássaros pintados no teto. Aqui você também pode visitar o Palácio da Pena, que, como o nome sugere, exige uma sinuosa caminhada colina acima, a qual é recompensada pelo belo panorama que dali se descortina. Este complexo, quase que mágico em sua aparência, é uma estrutura colorida contendo as expressões da arquitetura romântica de Portugal. Ao visitar a Sintra, você também precisa admirar o Palácio da Regaleira, um projeto do arquiteto italiano Manini, e que foi classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

 

A área é rodeada de vegetação luxuriante, incluindo um jardim que parece ter saído de um conto de fadas. Por último, mas igualmente digno de nota, o Palácio de Monserrate é um local encantador, um verdadeiro paraíso no estilo vitoriano romântico-oriental. Ele fica a uma hora de caminhada de Sintra, e é rodeado de um jardim botânico de árvores tropicais que é um dos mais apreciados da Europa.

Santuário de Fátima (a 120 km de Lisboa)

O Santuário de Fátima é um dos santuários religiosos mais majestosos da Europa, depois de Lourdes, e situa-se bem onde os três pastorzinhos viram a Virgem em 1917. Fátima é uma vila perdida no meio da zona rural da Extremadura e, graças a esse local de culto, atrai mais de seis milhões de visitantes todo ano.

 

A Basílica de Nossa Senhora do Rosário é o monumento mais importante localizado no Santuário de Fátima, sendo composta de uma enorme torre e de uma nave de quase 65 metros de altura, decorada com uma coroa de bronze que pesa mais de 7 mil quilos. Projetada pelo arquiteto holandês Gerardus Samuel van Krieken, ela é composta de um pátio principal de mosaicos representando a coroação da Virgem pela Santíssima Trindade. Ela também inclui uma série de vitrais coloridos que mostram momentos das aparições de Maria.

 

A Basílica da Santíssima Trindade, uma igreja menor construída e consagrada em 1953, também vale a pena ver, ainda que seja pequena demais para acomodar os turistas que ali vão. Não perca também a Capelinha das Aparições, construída de acordo com a vontade da Virgem, conforme dizem. 

Viaje para Lisboa com a Costa Cruzeiros

 

 

Lisboa, cidade rica em história, vistas pitorescas e coisas para ver e fazer, vai fasciná-lo imediatamente. Aproveite as excursões da Costa Cruzeirose deixe que esta bela cidade o seduza. Visite alguns de seus locais mais encantadores, tais como o Bairro Alto, a Torre de Belém e o bairro de Alfama.

Procure seu próximo cruzeiro