As Cinco Terras são uma das zonas mediterrânicas mais puras e intactas da Ligúria e da Costa Tirrena. Cinco milhas de costa rochosa, reunidas por dois promontórios, cinco aldeias localizadas em uma zona de difícil acesso e justamente por isso esses lugares conseguiram manter ao longo dos tempos o seu encanto característico. A viticultura, típica da região ajudou a criar uma paisagem única, em colinas com vista para o mar. Por que conhecer as Cinco Terras? Porque simplesmente não tem lugar igual em qualquer parte do mundo.

Os burgos de oeste para leste são: Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola, Riomaggiore. Como demonstrado pelos primeiros documentos históricos sobre essas maravilhas da Ligúria, as primeiras aldeias foram Monterosso e Vernazza, enquanto os outros nasceram mais tarde, durante a hegemonia militar e política de Gênova. O clima favorável e suave, faz com que a zona possa ser visitada não somente na primavera e verão, mas até mesmo durante os períodos mais frios.

As praias de areia e de cascalho estão localizados principalmente nos burgos de  Monterosso e Rio Maggiore, mas essa zona não oferece somente um maravilhoso mar, o que é mais lindo e que mais vale a pena fazer é um passeio nas maravilhosas trilhas com vista para o mar, passear tranquilamente por seus característicos burgos, fazer uma bela excursão de barco pela costa, visitar santuários e obviamente experimentar as delícias da culinária da Ligúria com os seus excelentes vinhos de alta qualidade.

História

As Cinco Terras ou Cinque Terre mantêm suas características do passado e sua ligação com o mar, faz parte de sua história. É uma das áreas naturais mais preservadas da Ligúria. São cinco quilômetros de costa rochosa, cercada por dois promontórios e os cinco vilarejos, geograficamente construídos em meio a essas rochas, entre pequenas enseadas. 

Essa estrutura era um modo de defesa dos piratas sarracenos, que navegavam nessas águas. De noite, com menos casas antigamente e sem luz, as cidadezinhas praticamente não eram vistas. Pouco mudou daquele tempo até hoje, a não ser Monterosso velha, que foi unificada com a parte nova, onde se encontra a praia de Fegina. A coisa linda é ver a arquitetura antiga e rochosa, ruas estreitas e pitorescas, ladeiras, colorido, trilhas, vinhedos verticais e ao olhar para o mar, aquele horizonte sem fim! Passam gerações e gerações e existe uma vida preservada.

Cinco Terras  também é história, arte e cultura, relacionadas em diferentes séculos ao início da ocupação de seu território, aos ataques dos piratas sarracenos, ao tempo do domínio genovês, às igrejas e fortificações com notáveis sistemas de defesa, suas “casas-torre” construídas com duas entradas, onde uma voltada para os caruggi (becos) era via de escape no caso de ataques. As suas igrejas, oratórios e santuários com predominância do estilo gótico ligure (além do românico genovês e barroco), com fachadas no geral em mármore branco e preto, com suas rosetas requintadas e com seus interiores cheios de obras de arte, de artistas importantes da época.

Como Chegar

As Cinco Terras podem ser visitadas num dia a partir de uma série de localidades.

Caso saia de La Spezia, de Levanto ou de alguma das Terre, compre logo um Cinque terre card (€ 10), que além do que o 5 Terre Card proporciona também dá direito a transporte ilimitado de trem ilimitado entre La Spezia, as Cinque Terre e Levanto durante todo o dia (é ótimo para voltar na última hora ao vilarejo de que você mais gostou). Os cartões podem ser comprados nas estações de La Spezia, Levanto e nas Cinque Terre.

Corniglia é a Terra do meio -- são duas pra lá, duas pra cá.É que Corniglia é a única das Terras onde o barco não pára. De La Spezia até lá o trem leva 14 minutos. Da estação ferroviária você toma um ônibus até a vila (incluído no Cinque Terre Card) ou sobe 365 degraus. Monterosso, na extremidade norte do parque, é o vilarejo mais espalhado dos cinco, graças à larga praia de areia que se estende da estação até o centrinho. A viagem desde Corniglia leva 7 minutos. 

De Monterosso para Vernazza e Manarola. procure no centro o píer onde atracam os barcos do Consorzio Marítimo 5 Terre. O serviço funciona entre abril e novembro.

Monterosso al Mare

Monterosso al Mare, Patrimônio da Humanidade UNESCO, um tesouro que faz parte do Parque Nacional de Cinque Terre, cartão postal mundial! A maior e mais visitada das cinco terras. Dividida em duas partes, a parte mais nova e o borgo vecchio, ou Monterosso velha, um lugar para se perder entre suas ruazinhas pitorescas e aproveitar o movimento dos bares e restaurantes.

Com pouco menos de 2.000 habitantes é o maior e o principal balneário de Cinque Terre, o mais visitado, o ideal das cinco para quem quer aproveitar a praia. É o único com grande extensão na orla e praias com areia, água clara e é a cidade mais plana. Monterosso é o vilarejo que tem mais lugares para se hospedar. Sobre praia tem a maior de toda a costa de Cinque Terre e com estrutura para o turista, a Praia de Fegina, com divisão entre área com serviços a pagamento, com os bagni (estabelecimentos balneários) e área gratuita, como é de costume em várias praias da Itália.

Na primavera e verão a orla é muito gostosa, movimentada, com quiosques, bares e restaurantes, parquinho para as crianças e a estação de trem fica exatamente defronte ao mar.

Vernazza

Vernazza, a queridinha de Cinque Terre, que já foi a mais rica e desenvolvida das cinco. Orgulho de ser Patrimônio da Humanidade UNESCO. Tem uma orla desenhada com o mar, as rochas, a pracinha principal e sua igrejinha, os restaurantes, o colorido, todo um conjunto que torna esse vilarejo um dos mais agradáveis das cinco terras, e com uma das vistas mais mágicas do alto, a do Castello dei Doria.Sua origem vem provavelmente da época romana, foi fundada no ano 1000. Seu nome deriva de “Gens Vulnetia”, uma família antiga romana, dona de escravos, que depois de libertados, formaram essa aldeia.

Por questão de segurança, antigamente, em Vernazza, assim como em outras cidades costeiras da Liguria, a população vivia em área recuada, em relação ao mar.A baía de Vernazza complementa o seu fascínio com a Chiesa di Santa Margherita d’Antiochia, integrada com a beleza do mar cristalino, em harmonia com a exuberância da vegetação local.Quem tem um pouco mais de tempo em Cinque Terre, pode optar por conhecer também o Santuario di Nostra Signora di Reggio (ou Santuario della Madonna Nera), que faz parte do conjunto de santuários de Cinque Terre. Ele fica em Vernazza e se chega no santuário através de um sentiero (trilha). 

Manarola

Manarola, o maior cartão postal das Cinco Terras, imagem que pode tranquilamente representar a beleza da região, com suas casas coloridas sobrepostas sobre as rochas, defronte o mar. Um pôr do sol único que trás um tom pastel de terra dourada às cores da orla e suas casas. Não, Manarola não é normal, aqui podemos nos sentir dentro de um filme, ou dentro de nossos sonhos!Uma fração, Manarola é uma parte de Riomaggiore, de origem mais antiga que ela. Algumas fontes falam de fundação no século XII, por habitantes de Volastra. Já outros falam de uma fundação por parte de colonos romanos, daí o nome do latim “Manium Arula“, ou seja, templo dedicado às mãos! Ainda temos uma outra teoria sobre a origem de seu nome, que viria de um nome em dialeto “Manaarea“, ou Magna Roea (Magna Rota), relacionada a uma roda de um antigo moinho de água, pois na parte baixa de Manarola existe ainda uma estrutura de um moinho de água, restaurado pelos projetos de conservação dos bens do Parque Nacional de Cinque Terre.

O seu período de dominação genovesa começou, segundo pesquisas históricas, em 1276. Assim como nos outros vilarejos de Cinque Terre, aqui podemos observar as casas com duas entradas, uma para o mar e outra que dá para os caruggi (becos) internos. Característica ligada a defesa, saída de emergência para o caso de ataques pelo mar.

Corniglia

Corniglia, a menor das cinco terras, aquela que situa-se no alto de um promontório, pitoresca, intimista, com características rurais mais acentuadas. Sua famosa “lardarina”, com 382 degraus, é uma escadaria utilizada como acesso a cidade, bem como o micro-ônibus local. Se perca nesse lugar aparentemente isolado, mas aberto aos turistas do mundo todo, que vêm em busca das belezas de Cinque Terre, Patrimônio da Humanidade UNESCO.

Corniglia possui menos de 300 habitantes, é a única que situa-se no alto de um promontório, a 100 metros de altitude. É diferente das outras também, porque tem características mais rurais, com lindas vinhas em estilo de “terraços”. Abriga importantes monumentos medievais, em especial religiosos. Aproveite as trilhas para outras cidades, passando por santuários e oratórios no interior. 

É um vilarejo particularmente interessante para os praticantes de trekking.A Chiesa di San Pietro foi construída sobre as ruínas de uma capela de antes do ano 1000 (perto de iniciar o século XI). A construção foi dividida em duas fases, entre o final do século XII e a primeira metade do século XIII. Está datada sua construção entre 1334 e 1351, mas está documentada já a sua existência em 1267, talvez porque suas datas principais estejam relacionadas a reformas importantes.

Riomaggiore

Riomaggiore, sede do Parco Nazionale delle Cinque Terre, dona de outra paisagem que representa muito as cinco terras, as fotografias da sua marina rodam o mundo, mostrando a beleza exuberante da região. Um pouco mais íngreme, essa terra oferece passeios mais exóticos, pitorescos e com mais esforço físico, compensados por paisagens deslumbrantes em pontos altos de Riomaggiore, além da vista que se tem nos passeios de barco. 

Aqui começa a trilha mais famosa de Cinque Terre, a Via dell’Amore!A fundação de Riomaggiore se deu no século VIII, quando um grupo de gregos, escapando da perseguição do imperador bizantino Leão III, chamado de Isáurico, se estabeleceu em uma área de cordilheira, em Punta Montenegro. 

De acordo com a história, esses territórios pertenciam ao feudo dos “Obertenghi”, família muito importante, uma dinastia. Depois, na idade média, pertenceu ao feudo dos “Fieschi”, passando ao domínio da República de Gênova em 1276. Nessa época, o núcleo de Riomaggiore já estava perto de sua atual marina, que já era mais segura por conta do domínio genovês, contra invasões de piratas sarracenos.

Informações úteis

Na hora de escolher quando ir para Cinque Terre, na Itália, há alguns pontos pra se levar em conta além da temperatura e se chove ou não. A alta temporada faz diferença, já que essa região costuma ficar lotada de turistas, além de os preços dispararem.

Essa linda região italiana tem aquelas famosas paisagens de casinhas coloridas que parecem se debruçar sobre o mar, além de muitas trilhas e também algumas praias. Em dúvida a melhor época pra viajar pra lá pra quem tem dúvidas sobre quando ir para Cinque Terre são os meses da primavera eo outono.O começo da primavera pode trazer ainda algumas chuvas, mas as cidades ainda estão vazias e os preços dos hotéis mais baixos– vão subindo junto com a temperatura. Em março o clima ainda é ameno e vai esquentando à medida que nos aproximamos de maio/junho.

Setembro, que marca o final do verão, é uma das melhores épocas, já que o clima ainda está quente e não há mais a multidão que passou por aqui na alta estação. Já outubro costuma ser o mês mais chuvoso e as fortes chuvas não são raridade.

O que fazer em La Spezia

Entre mar e montanha, La Spezia é caracterizada por praias cinematográficas, falésias, aldeias e uma natureza que impressiona! La Spezia, além de tudo, é a porta de entrada para as Cinque Terre, mas você sabe por onde começar sua visita na cidade? Hoje vamos conhecer La Spezia e seus atrativos. Passeie pela cidade antiga e olhe para cima: seus olhos serão atraídos pela perfeição de alguns edifícios históricos, sendo que, muitos deles, possuem estilos únicos, combinados, eles desenham um panorama de sonhos aos visitantes. Uma das melhores dicas que posso te dar: não tenha medo de se “perder” pelas ruas do coração da cidade, entre elas a Via del Prione, que é onde ficam importantes construções como, por exemplo, o Teatro Cívico. 

A Via Del Prione é uma das ruas mais antigas do centro de Spezia e, hoje, é o centro comercial da cidade. Ali você encontra bares, cafés, lojas e uma vivacidade característica O nome da Via, provavelmente, quer dizer “pedra grande”, em memória da pedra de onde, talvez em 400, os enviados leram os decretos da República genovesa.A Piazza Sant’Agostino com o palácio do século XIX da condessa Oldoini, também abriga a igreja barroca de San Giovanni e Agostino e a igreja de Santa Maria Assunta, que já foi a catedral da cidade. Tudo encanta! A igreja de Santa Maria Assunta, é outro ponto imperdível.

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