Também conhecidas como ilhas Líparas, as ilhas Eólias compõem um arquipélago siciliano no mar Tirreno, sendo famosas por seus dois vulcões ativos: o Vulcano e o Stromboli. A presença dos vulcões criou uma atmosfera extremamente rica e valiosa para todo o arquipélago.

 

Não é coincidência que as ilhas Eólias tenham se tornado, desde 2002, parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A sua beleza atrai todo ano milhares de turistas do mundo todo. As Eólias são sete ilhas irmãs que se distinguem umas das outras pelas características únicas que as identificam. As ilhas são Lipari, Panarea, Vulcano, Stromboli, Salina, Alicudi e Filicudi.

 

Por ser de origem vulcânica, o arquipélago é uma fonte de grande interesse, não só pela beleza do mar e por sua história, mas também pelo seu inestimável valor natural e geológico. Além disso, a lava e cinza que por séculos cobriram o solo ajudaram a preservar quase que intactos uma série de achados antigos. Assim, não é à toa que o arquipélago tenha continuado a ser um receptáculo de culturas e uma enorme estação arqueológica que constantemente surpreende e encanta aos seus visitantes mais curiosos.

 

Nós, da Costa Cruzeiros, vamos examinar estas belas ilhas do arquipélago eólio, que você simplesmente tem de visitar.

  • Lipari
  • Panarea
  • Vulcano
  • Stromboli
  • Alicudi
  • Filicudi
  • Salina

Lipari

Lípara é sem dúvida uma das maiores e mais preciosas das pérolas eólias. Esta ilha é um lugar de constantes descobertas e maravilhas arquiteturais de tirar o fôlego, mas é a diversidade das atrações que impressiona acima de tudo. Aliás, esse é um destino de férias ideal não só para famílias e aventureiros, mas também para jovens em busca de vida noturna das animadas. Já para um passeio tampouco falta escolha: claustros, igrejas, diferentes distritos e lindas praias — tudo convida o turista a viver momentos inesquecíveis.

 

Os gregos chamavam a ilha de Lípara, ou Lipari, o que significa brilhante e fértil. E fértil era mesmo! Os pescadores que frequentavam as suas costas em busca de boa fortuna vinham ocasionalmente à praia para colher as frutas suculentas que ali cresciam. Hoje em dia, a maior cidade da ilha também leva o nome de Lipari: erguendo-se sobre ruínas da pré-história e da Grécia clássica, ela é guardada pela silenciosa beleza de seu castelo.

Um dos belos lugares que fazem o turista continuar sonhando com as suas férias eólias muito tempo depois de já ter voltado para casa é a Chiesa della Catena, no distrito Quattropani. Trata-se de uma igreja pequena e tranquila no alto de um rochedo. Dali se descortina a ilha de Lipari, oferecendo aos visitantes o local perfeito para um retiro espiritual.

 

Já perto da Catedral de San Bartolomeo fica a beleza mais imponente do Claustro normando que, construído a mando do Rei Rogério II, é parte do mosteiro para o qual foi construído. Restaurado em 1978, esse é o local que mais celebra a era romana de Lipari.

Quem é apaixonado pelo mar vai adorar passear ao longo das baías de Marina Corta e Marina Lunga. As baías oferecem uma encantadora linha entre o vasto mar que se estende de um lado e o começo da zona urbana de Lipari, conhecida como a verdadeira cidade das ilhas eólias. Marina Corta é ideal para uma caminhada, passando as fachadas de igrejas que há séculos espiam na direção do mar. Durante a Páscoa, turistas se juntam a procissões das igrejas sicilianas, nas quais estátuas de Maria e Jesus são carregadas ao longo de diferentes rotas que se unem na Marina Corta.

 

A baía também dá acesso ao porto, de onde pode-se chegar facilmente ao maravilhoso Corso Vittorio Emanuele II, o centro da ilha para compras de artigos de luxo. Dali passa-se para a Marina Lunga, onde a baía se mescla com o contorno pitoresco da cidade.

Deveria ser obrigatório visitar o maravilhoso Belvedere di Quattrocchi, a quatro quilômetros do coração de Lipari. Ali, no topo da colina, descortina-se um dos cenários mais espetaculares da Sicília, com as formações rochosas das faraglioni Pietralunga e Petra Menalda, a praia do Valle Muria e, é claro, o imponente Vulcano que domina a cena, elevando-se majestoso acima de tudo.

Para alcançar as melhores praias de Lipari, no entanto, é preciso um pouco de esforço. Após cruzar as trilhas e gargantas das montanhas Pumice Stone, passando a Baía de Unci e a pedreira de púmice, chega-se a uma das praias mais belas de Lipari. Mas além dela vale a pena visitar a praia de Pietra Liscia, nem que seja somente para caminhar um pouco entre as suas rochas brancas.

Panarea

Há três áreas principais em Panarea, essa pérola dos Eólios: a igreja de San Pietro, a doca principal e as vilas Ditella e Drauto. Ainda que seja pequena, a ilha é a mais antiga e característica das sete, dona de uma extraordinária herança arqueológica que mostra ter sido habitada já no século quatorze a.C. A dominação grega deixou sinais permanentes na ilha, e aos gregos, seguiram-se romanos, bizantinos e, mais tarde, árabes. A ilha, que não conta mais de 240 habitantes na temporada de inverno, é considerada uma região VIP por atrair um certo tipo de clientela e oferecer maravilhosas praias e vida noturna de luxo.

 

O centro de Panarea é um labirinto pitoresco de alamedas e distritos os quais, vistos de cima, formam um colorido bordado sobre a superfície lisa do mar Tirreno. Dentre as coisas a ver em Panarea encontram-se as pequenas igrejas de San Pietro e Assunta, tão simples e acolhedoras quanto a atmosfera das ruas. Também compensa visitar a vila pré-histórica de Capo Milazzese, o local arqueológico mais importante da ilha. 

Os amantes de praias encontram em Paranea o destino perfeito para dias ensolarados e um pouco de descanso. Além das praias arenosas localizadas na parte oriental da ilha, há também as silenciosa costas semi-desertas de Basiluzzo e Lisca Bianca. Quem gosta de praias vulcânicas também pode desfrutar da beleza rude da praia de Calcara, bem como da curiosa areia vermelha da Cala degli Zimmari.

 

De noite, Paranea oferece grandes surpresas aos turistas de todas as idades, os quais podem desfrutar de um bom vinho na praia ou jantar perto do mar em um dos vários restaurantes locais. A atividade se prolonga até o despertar da aurora, com casas de banho e discotecas que abrem especialmente para a vida noturna.

Vulcano

Escale até a cratera fumegante de Vulcano para garantir um passeio inesquecível. A terra vermelha da península de Vulcanello marca um caminho de beleza histórica e natural que é simplesmente de tirar o fôlego. Quando a fumaça ergue-se da rocha, é como se você estivesse andando em outro planeta.

 

Em primeiro lugar há o Vale dos Monstros, cujo nome se deve às sombras projetadas na ladeira depois de um certo tempo, as quais fazem pensar em feras e criaturas selvagens. Também não se pode deixar de ver a praia Asino, um pequeno oásis tropical de areia negra que combina a beleza natural do lugar com um mar cristalino que o convida a um mergulho. Passe longos dias entre as moitas de giestas e as palmas-doces e desfrute de um pouco do relaxamento siciliano em uma piscina pública que de noite vira pista de dança.

 

As fontes termais de Vulcano estão entre os locais imperdíveis da ilha: as áreas sulfurosas no mar aberto criam uma atmosfera ímpar, e é possível relaxar na lama que há séculos jorra do subsolo oferecendo efeitos benéficos que curam doenças da pele e dos ossos, bem como problemas respiratórios. 

Stromboli

Chegando em Punta Scari, o visitante se depara com a impressionante beleza áspera e rochosa da ilha de Stromboli, onde aromas e cores sem igual criam uma atmosfera de outro mundo. Pequenas casas de branco imaculado criam um contraste forte com os rochedos escarpados e a praia de areia negra. A terra fértil da ilha, rica em fragrantes frutas cítricas, é guardada pelo olhar vigilante e silencioso do vulcão Stromboli (ou Strombolicchio). Stromboli tem o único vulcão europeu que está em estado de permanente atividade eruptiva; de noite, o seu brilho intermitente pode ser visto mesmo de uma longa distância. Não é coincidência, pois, que Stromboli tenha sido mencionada como “o farol do mar Tirreno”.

 

Uma pequena estrada sai da área do Porto para a Piazza San Vincenzo, cujo nome vem da igreja que ali se encontra. Dali é possível escalar o vulcão, numa rota que é bastante fácil até os 450 m de altura, mas que se torna mais difícil depois. É recomendável ter um guia para continuar dali.

 

Da Punta Scari você também pode visitar a Igreja de San Bartolomeo, construída em 1801, onde Roberto Rossellini e Ingrid Bergman estiveram durante a filmagem do filme Stromboli, terra di Dio, em 1949. Continue até Piscità, em cujo limiar fica uma maravilhosa praia de areia negra que leva até Sciara del Fuoco. O segundo centro habitado é o de Ginostra, uma vila na costa sudeste de Stromboli, que se ergue sobre uma encosta que o encanta com sua beleza estonteante.

 

Para quem gosta de mergulhar, Lazzaro é o local perfeito para se testar: uma velha rampa leva diretamente para o mar e, na área em frente à igreja e a cerca de 20 m de profundidade, você encontra os destroços de um velho navio militar. 

Alicudi

O tempo parece ter parado aqui Alicudi, onde a paisagem intocada foi mantida intacta por séculos a fio. Embora a ilha tenha sido habitada e saqueada inúmeras vezes no passado, Alicudi mostra que a natureza sempre triunfa e que é possível coexistir com a sua extraordinária beleza. Devido a sua morfologia impenetrável, a ilha não tem estradas, dispondo somente de trilhas de mulas. Os únicos caminhos no lado leste que a conectam inteiramente são rodeados de terra arável. Chega-se a Scalo Palumbo, construído em 1990, e dali é possível alcançar as primeiras lojas no centro da cidade. A única praia acessível fica a pouca distância a pé.

 

O distrito de Tonna, no lado oeste da ilha, apresenta um amontoado de casas de arquitetura eólica que remonta à época de seus degraus, construídos com paredes de pedra seca. A 330 metros do mar fica o distrito de San Bartolo, construído em torno da igreja do santo patrono das ilhas Eólias. Este lugar sagrado, construído em 1821 nas ruínas de uma antiga sacristia, pode ser alcançado através de uma estrada pavimentada que sai do porto. Continuando ao longo da montanha, chega-se à pequena igreja de Carmine. Outro ponto interessante é Pianicello, a uma altitude de 450 metros, onde a população fala somente alemão. 

Filicudi

O seu nome vem da palavra phoenicusa, uma corruptela da palavra grega que se referia à espécie de palmeira que ali crescia. Juntamente com Alicudi, Filicudi é uma das ilhas eólias mais antigas, geologicamente. É um pequeno paraíso, que se estende do Capo Graziano até o seu ponto mais alto, a Fossa delle Fellci, a 773 metros.

 

Chega-se na área do porto, o centro neural de Filicudi, de onde são conduzidas as principais atividades comerciais do lugar. Aqui também fica um pequeno museu que preserva antigos utensílios e ferramentas que eram usados por camponeses e que foram encontrados em locais arqueológicos submergidos. Na parte sudoeste da ilha fica a pequena vila de Pecorini, com uma praia de seixos e um pequeno porto de pescadores.

 

Após subir o promontório do Capo Graziano, localizado aproximadamente a meia hora de caminhada do porto, encontra-se um tesouro eólio de grande beleza. Aqui ficam cerca de 30 cabanas, as ruínas da Vila de Capo Graziano, uma herança inestimável das ilhas

Salina

O nome antigo de Salina vinha da palavra grega didyme, que significa gêmeo. O nome atual dessa bela ilha eólia vem de um pequeno lago litorâneo que costumava ser usado como salar. Em tamanho, ilha só perde para Lipari, sendo um dos centros de atividade do arco de ilhas. Salina é famosa por sua imensa reserva natural, que ocupa mais da metade do seu território e pode ser alcançada facilmente por rotas naturais perfeitas para caminhantes. O mar é tão limpo que Santa Maria Salina tem recebido as 5 velas do Guia Azul Legambiente desde 2007.

 

A municipalidade de Santa Marina ergue-se sobre as encostas da Fossa delle Felci, de onde se pode admirar uma cratera coberta de vegetação rasteira. Chegando ali, o olhar é imediatamente atraído para a igreja do século dezoito e seus campanários imponentes. A área é o ponto mais animado da ilha, cheia de lojinhas e clubes amontoados que ao cair da tarde já atraem amantes da vida noturna.

 

Em Lingua, 2 quilômetros para o sul, há a beleza de uma rústica vila de pescadores, conhecida principalmente pela praia de seixos que ali se estende. A partir dali, pode-se parar para admirar a Vallone Zappini, uma ponte de pedra do século dezoito que faz parte da antiga estrada. Esse é um ponto excelente para a observação de pássaros e para entusiastas do trekking. Também vale a pena ver Malfa, Pollara e Leni, onde a beleza das ruas se mescla com a paisagem intacta das montanhas que as rodeiam. Desfrute de uma atmosfera sem igual, que combina igrejas como o santuário da Madonna del Terzito com localizações exclusivas onde conhecer a vida noturna eólia.  

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